2005

28/04/09

Home Up 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009

 

27 Janeiro

Olá Pessoal

Bem… lembram-se da fábula do velho, do rapaz e do burro? Lembram? Agora adaptem isso ao geocaxingue.

Daí esta publicidade á nova cache marada, de seu nome, GCMK21, Basta seguir as setinhas e encontrà-la.

Como já se devem ter apercebido pela vossa experiência, digo eu pelos resultados apresentados, a invenção de novas caches é coisa difícil. De “novas” caches…

Portanto vale tudo. Mesmo rapinar indecentemente ideias. Por isso obrigado ao PH pela ideia e ao Cláudio pela ajuda. Realmente foram impecáveis, Ideias destas são de dar, de receber e de aproveitar. Obrigado.

Já vai sendo habito que de vez em quando estas caches tenham destinatários. Não é que sejam á medida, mas a brincadeira começa mesmo por ai. E esta é especial para o Portelada. Como anda sempre a refilar por causa dos textos...

Já agora um pequeno pedido. Como de costume podem esticar-se nas descrições de caçada, de preparativos e de episódios engraçados, antes, durante a após. Só peço que não coloquem nenhuma dica directa sobre o local, sobre a dificuldade, sobre particularidades da cache ou alguma dica que dê a entender mais do que aquilo que eu digo no texto da cache. E já agora não ponham fotos do local ou da cache. Se quiserem ponham a vossa cara, fronha, frontispício, pudibundices, micro fotos sobre a flora local, estado do tempo em Titã ou aspecto do céu nos antípodas. Mas nada que mostre ou dê dicas sobre a cache em si. Right?

De resto e como de costume, estiquem-se!

Ajathews


5 de Fevereiro

TB Hotel

A porcaria do GPS passou o resto da tarde a embirrar comigo. Confesso que passei 3 vezes ao pé do Olivais shopping, alem de ter ido parar outras tantas ao pé dos Bombeiros antes de perceber que tinha seleccionado outra cache qualquer.

Lá desembrulhamos aquilo e quando parei o carro ouvi dizer: é aqui? Então vai lá!

Fui. Quando não podes vencer junta-te a elas, o que neste caso foi mais deixa-as. A conversa que eu tinha arranjado sobre 113 caches blablabla, azar, blablabla, só funcionou para mim. Deve ter feito uma cara bonita devo, porque uma delas teve pena e disse com ar compungido: eu vou lá ajudar-te. Mentira. Primeiro não ajudou peva, depois aproveitou para fumar um cigarrito.

Lá descobri o saquelho e dou com elas a chamarem-me todas esbaforidas. Vou até ao carro e de repente vejo-me a olhar para a escolha que faziam.  Alegremente selecionavam o que tirar sem me ligarem nenhuma e sem perceberem o que era para fazer. Resultado ficou lá o jipito e ganhei a mesma GeoCoin que já tinha despachado em Castro-Laboreiro. Êhpá, isto começa a ser monótono. Ainda vou jogar no EuroMilhoes com aqueles números, juro.

Já agora, deixo de ser responsável pelas baboseiras que elas escrevem nos logue-buques. Antes ainda me mostravam, agora nem isso, não faço a mínima ideia do que é que escreveram nas últimas caches. Não faço mesmo! Vai na volta anúncios de venda de um gajo todo flausino chamado Je. Aviso já que tenho vícios!

Depois anda as tive de levar ao Júlio dos Caracóis. Bem feita que os caracóis ainda sabiam a constipação. Só as imperialzitas é que me ajudaram a suportar o resto da tarde, pró fim já me divertia mais e melhor...

Acabei ás tantas da noite a dar as voltas á cidade a murmurar cá para mim “uérariú?”

Mas é muito bem feita, ainda vou em choradinhos desses… Prometo, depois de despachar uma meia dúzia que já decifrei, nunca mais faço caches em Lisboa. É muito stressante, leva-se mais tempo a arrumar o carro do que a procurar a caixita. Com a agravante de que são todas micros.

Sacripantas! 

21 de Abril

Estes publicitários são uns exagerados

Esta mania de utilizar esta forma para publicitar as caches tem de acabar. É preciso respeitar as regras e acabar com esta forma de autoprodução. Ámen.

Dito isto, queria informar vossas excelências de que acabei de colocar uma cachezita, mais doravante conhecida como GCNJ0J - JêCêÉneJótaZeroJóta . Nada de terreno difícil, bastante acessível e pratica. Perto há mesas e cadeiras, onde podem sentar-se e pensar. Pensar. Pensar.

Solicito porem que se me rogarem pragas o façam em voz baixa, o lugar é publico e o decoro bem vindo. Eventualmente poderão utilizar os bancos para fazer o log, mas será pouco provável…

O stock inicial é composto por mapas. De Portugal, (publicados pelo ACP), da Região de Lisboa e da cidade, (do Turismo de Lisboa). Podem trocar por outros exemplares do mesmo tipo. Os que lá estão são todos actuais. Existem tb Cd’s com imagens HR de Lisboa. Pretende-se fazer trocas por outros exemplares diferentes.

Quem já conhece o local, pode levar a família e utiliza-la como “punching bag”.

Para os outros, tenham em atenção que o local tem horários, vedações, guardas e regras.

A única coisa permitida é, tal como tem acontecido, proporcionar aos homens alguns momentos bem divertidos. Eles gostam.

Só uma ajudita, os que já me conhecem, sabem que é difícil, mas não impossível, eu fazer duas caches iguais. Para os outros… seja o que thews quiser.


2 de Maio

Uateruarques.

Pouco tempo depois de esta cache estar no ar dei com ela e como era mesmo a 200 metros do caminho que eu levo todos os dias ficou logo debaixo de olho, mas os nossos pescadores oficiais anteciparam-se e foram lá logo.

Esta coisa de não deixarem as caches solidificar no lugar já me esta a chatear. Mas é bem feita, o outro tb ficou com as mãos todas esborratadas porque é galifão. Ainda a cache não estava pronta já lá andava a melgar. 24 horas de intervalo? Treta! Quem não vos conhecer… Também, para compensar, ás vezes andam á nora no meio da Praça de Espanha. Ou sentam-se e esperam o owner entregue em mão.

Por falar nisso, já sabem da nova moda? Procurar caches tipo arrastão.

É fácil: nas caches em que é preciso fazer contas, decifra-se só metade do enigma e depois é procurar em avalanche. Já tinha dado por outro método, mais aconselhável para as do manel, que é chegar ao local e atear fogo ás silvas. Os primeiros ensaios foram realizados no Alto-Rabagão e funcionaram. As caches ficam tostadas que é um mimo e quaisquer 30 segundos chegam e sobram.

Mas voltando ao ataque por meiouaipointe. O tempo que se perde a decifrar o texto ganha-se depois na procura, assim como assim o pessoal já esta habituado a achar caches em todo lado menos no ponto zero.

Mas voltando á cache de Belas, (por falar nisso, o desenvolvimento da zona parece ser assustador, quando eu lá fui na quinta, ainda andavam em obras, no domingo já lá tinham instalado uma fabrica de bolos e feito publicidade em Cascais… bailábai,),

Demos com a coisa, do lado certo do rio e a Maria nem precisou do GPS, ainda eu andava á bulha com os botões já ela vinha com o saco preto na mão. Sempre quero ver um dia destes o que ela faz quando o saco não for aquele. Já mudei os sacos do lixo lá de casa todos para verde, não vá desatar a encontrar caches nas traseiras.

Fotos para lá e para cá e ainda chegamos a tempo do pequeno-almoço antes da patroa dela ter tido o ataque matinal. Mas a prenda especial já tinha ido. Mas a ideia é boa, prometer prendas boas ao pessoal para ter logo Founds no primeiro dia.

Entretanto este fim-de-semana convenci a Maria a ir fazer um ror de caches…

Disse-lhe que havia uma no vale do silêncio e a piquena lá se deixou convencer.

Depois do almocito da praxe em casa da velhota, deu-me a malina de tal força que por minha vontade tinha lá ficado com as patas em cima da cadeira até o sol se pôr. Mas não, lá me enchi de vontade e lá fui.

Como era das novas, a tecnologia de ultimo grito que utilizo ainda não me tinha actualizado o GPS por isso foi mesmo a mão que copiei os waypoints para o GPS.

Agora imaginem sono e trabalho manual. Resultado, escolhi o caminho que me levava mesmo ao pé da cache que eu queria fazer em ultimo lugar. Não era que a ordem fosse importante, mas alem de me chatear a frequência com que tropeço sempre primeiro na última cache, a treta que eu tinha contado era para funcionar ao contrário.

O que me safou foi o resto da malta, á’Zarada e a Lena estavam connosco e aldrabice para lá, risota para cá, lá me safei.

Já o outro dia quando tinha atirado literalmente com a Maria para uma cache ás 8 da manhã e me safei, achei que estava com sorte a mais. Desta vez tb funcionou. Há aqui qualquer coisa que me está a escapar.

Fomos então primeiro ao Vale do Silencio. Estaciona daqui, não, estaciona dali. 3 Marias e sair do carro e a setinha a dizer 10 metros. Resultado, ainda elas não tinham retirado as nádegas todas do banco e já a joaninha tinha saltado não sei para onde.

Cada vez gosto mais de micros…

Logues para cá e para lá e enfio todas outra vez no carro.


11 de Maio

Equipamento

Então não é que me esqueci do equipamento mais importante!

As piquenas! Ou os apêndices, como lhes chama um anúncio em voga. As que aquecem a nossa alma quando o corpo gela de frio, (Ou será ao contrario? Ou melhor ainda: vice versa). Mulheres, amantes, namoradas, amigas e demais variantes, (não comecem já aos saltos, a ordem é arbitrária…)

Bem, seja como for, quero dizer a moçoilas que vão connosco ás caches. Não sei como é com vocês fazem mas cá eu preciso de companhia. Não é bem para não me perder, que nesse aspecto valhametheus, nem para levar a jócáxómuxila, mas dá-me jeito na escrituração e no apoio moral. Depois de algumas reclamações por spoiling nos loguebuques entreguei-lhe a tarefa. Nunca mais tive reclamações. Deixaram foi de perceber a escrita mas também já não percebiam antes. Tudo normal!

A minha maria, com o seu apurado sentido de desorientação, é perfeitamente capaz de começar a procurar a cache assim que o GPS começa a indicar menos de 100 metros, basta o carro parar. E não é que por vezes encontra-as… Por isso já só lhe digo onde é o ponto zero mesmo no local. Funciona, encontra as caches em três tempos. Melhor que eu. Parece que lhe dá o cheiro. Ainda não fez a avaria de espreitar pela janela do carro e dizer: “vê ali”, porque senão já tínhamos passado á fase de lhe dizer para mover algumas partes do corpinho e ir lá espreitar, tudo em linguagem gestual claro… Mas lá nos entendemos.

Para isso também contribui uma capacidade muito especial de se pendurar para dentro de tudo o que é silva e arbusto. Connosco não funciona a técnica “Manelitica”, pois quando experimentei, passei o tempo todo á procura dela. Mas também já me aconteceu ficar tão admirado por não a ouvir refilar que quando olhei tinha-a perdido 200 metros lá atrás. Rapidamente “refilou” o tempo perdido. Uma vez caiu dentro de um arbusto de tal maneira que só dei por ela pelo som. Nem um bracito se via.

Mas faz companhia, não me deixa adormecer nas viagens compridas, tem um sentido especial de critica aos “outros modelos”, (alias, um sentido especial de critica. Ponto.), é quentinha no Inverno e “fresquissima” durante todo o ano.

E posso empenhar-me decentemente em algumas caches, por exemplo no Poço de Mistério ou nas Penas do Castelo e encarar os passeios tipo Grutas de Leceia, com mais á vontade, sem culpas existenciais ou instintos suicidas porque, normalmente, fica tão ou mais ca’ada que eu. Ainda tenta olhar-me com aquele ar assassino que costumam fazer, mas depois lembra-se e passa-lhe. Fica apenas durante um bocado a sacudir-se pensativa se a coisa ocupa 1 ou 2 máquinas.

Surpreendentemente tem a mesma opinião que eu sobre as caches da cidade e as micros e já começa a refrear-se nos comentários sobre a qualidade. Já não me inferniza o juízo se a cache é do tipo GCM. Mas regista. Melhor que eu! Ainda o outro dia olhou para mim e disparou á queima-roupa: - Já te esqueceste? – Já me esqueci de quê? (Obviamente que sim…!)

Só preciso de lhe dizer o tamanho e de quem é. Não é que sirva de muito, já fez milhentas caches em grupo, de encontros, de mitupes e caçadas, mas invariavelmente e com um arzinho um tudo-nada distraído, pergunta de todos sem excepção: - Quem é esse?

Agora anda a lixar-me as ideias das caches e põem-se a dissertar sobre as “Nossas” caches futuras. Pensar em fazer uma cache em Lisboa? – Para quê? Para teres muitos logues? Até já lhe deu na cabeça de me sugerir mudar uma cache 40 km mais pró lado! Não pode ouvir ninguém, ninguém mesmo, dizer: “-Olha, sei de um sítio muito giro”, que aquela cabecinha começa logo a fazer planos. Para mim! Depois, se não saem como ela idealiza, lá estou á pega.

Uma cache por dia, 1 vez por mês no máximo. E já gozas. Antigamente ainda me vingava nas Locationless, mas como comecei a ouvir das quentes e boas nos mitupes já nem isso. Agora só mesmo com taparuere. Assim não há contagem que aguente, qualquer gato-sapato me ultrapassa. Mas o que mais me chateia é contabilizar as visitas de manutenção, de prospecção, casamentos e baptizados, com a mais pura das caçadas. É tudo igual, não liga nenhuma.

O outro dia ia-me metendo em trabalhos. Andou a por defeitos na cache que tinha escolhido para a centésima. Deixei-a escolher. Caiu o Carmo e a Trindade. Coisa mais foleira não há. Então não é se desbroncou no log book? E ameaçou-me de fazer ela a apresentação em Power Point se eu insistisse em não mandar vir com o owner. Eu que já sou desbroncado que chegue fiquei um pouco sem jeito! Se digo o que ela quer sou fuzilado, se escrevo o que me parece, suicidado.

Nem quando temos companhia me safo. Se for uma das irmãs ou cunhadas, ficamos espalhados pela serra acima aí uns 3 km. Até passagem de modelos fazem. Se vamos com algum sobrinho, passa todo o santo tempo a mandar-me ter cuidado com os putos. Mesmo os que já andam na tropa…

Bem, mas podia ser pior.


12 de Maio

Vós que ides ás caxs desencaixai-vos uns aos outros

Boas Ontem saiu-me a fava a mim.

Ainda o mitupe ia no inicio quando se ouviu a frase assassina: Quem é que vai fazer o relato de hoje? Orelhas arrebitadas, ares de pânico e uma floresta de braços no ar, com os deditos esticados: EUJÁFIZEUJÁFIZ! Confesso que não me lembro se alguma vez fiz ou não, o que não influiu em nada na minha vontade.

Ando com a veia poética um pouco obtusa desde que ouvi dizer que: A palavra pode ser um principio, um meio ou um fim!

O que vale é que logo uma alma caridosa se prontificou: “Faz o diamantino!”... Deixa estar que eu lixo-te!

Os homens não nos deixaram sentar nas mesas encostadas á parede, tivemos que ficar no meio da sala. No principio ainda pensei que fosse por causa dos empregados poderem servir a partir de varias direcções, mas por fim lembrei-me de que as arenas dos circos são redondas. Fiquei com a impressão que não gostaram de nós.

Mas voltando á reunião propriamente dita, foi engraçado o ar do empregado quando lhe perguntaram onde é que se mudavam as fraldas aos putos. Quando consegui encontrar qualquer coisa pouco ofensiva para responder só lhe saiu um ar de enjoo e uma vozita condizente: -Vá a casa de banho e desenrasque-se. Quando virou as costas, o balão por cima da cabeça dizia: “isto aqui é a Mexicana, não é a Merdicana, vá mudar as fraldas para o raicaparta...”

Por falar nisso, já repararam no numero de bebés geocachers? Aposto que um dia destes ainda aparece um a fazer de TB. Assim tipo: os pais precisam de um tempinho a sós e prometem ir busca-lo á próxima cache.

De preferência com as fraldas mudadas. Se a malta começar a competir nesse campo com competem nos stats um dia destes a Garmin em vez de CD do MapSource, começa a incluir vouchers para a AUSONIA. E começam a aparecer chuchas nos taparueres.

Ia a caminho de casa e lembrei-me de repente porque é que o pessoal quis mudar de locar de reunião. É por causa da comida! Todos escolheram hambúrgueres. Por isso ficamos por lá durante os próximos tempos.

Bem, durante a conversa e depois das piratices habituais, spoilaram um bocadinho. Pouco, que já tá tudo dito. Só se alargaram na combinação da abordagem á Six Feet Under. Parece que há problemas de encaixe, ou melhor, de desencaixe. Em alguns dos buracos há alguns companheiros que depois de encaixados...

Gostei de saber que a visita de sábado estava desconvocada. Os Bombeiros V. de Sesimbra não foram pelos ajustes e recusaram-se a ir lá busca-los de 5 em 5 minutos. Vão só domingo á tarde. Bem feita.

Mas voltando á rónião, era necessário orientar a malta para se começar a trabalhar em uníssono em varias projectos, mas para lá da relativa coerência nos comes e bebes não se viu grande coisa. Mas também não pensem que foi assim tão rápido. Deu tempo de sobra para a parte da maledicência.

Por falar em Six Fee Under, onde é que aprenderam a por nomes ás caches? Por fim, e para acabar em beleza começou tudo a debandar ainda vinha pessoal a entrar. Uns a dizer “olá boa noite” outros a dizer “adeus até amanhã”!

E o empregado com cara de parvo a pensar: “mais? Estes gajos nunca mais acabam? Mas afinal quantos são?” De tal maneira que o homem, quando nos viu pelas costas, nem conseguiu responder quando uma das senhoras presentes lhe disse: “obrigado!” Só se via o tique por cima do olho direito a piscar em Morse, “issoponhamsándar” e por cima do esquerdo: “antescájáqui1desgraça”.

Oquei, como a comunidade geocaxeira nacional, é composta de mais de 100 pessoas, só me toca a mim fazer a acta outra vez daqui a uns anitos. Até lá fiquem bem.


23 de Maio

Pouca vergonha!

(GCNZ0N)

Vergonha das vergonhas! Não há remédio! Agora deram em fazer publicidade das caches. Já não bastava estarem a ficar cada vez mais retorcidos, mais maldosos, ainda tem a lata de vir publicitar as caches, assim á descarada.

Esquecem-se de que aquilo é posto por ordem de chegada, assim todas em filinha de pirilau, com as mais novas á frente. Parece que tem medo de passar despercebidos e ninguém ligar ás vossas experiências.

Fosse isto biologia ou electrónica e a coisa fervia de Frankenstains. Como é caches ferve de ifigénias e de xizes. Razão tem o Manel, que arrumou as botas, ofereceu o GPS ao znupi e mudou os Found todos em Notes. Já nem se pode almoçar descansado, não vá algum ter enfiado as coordenadas ao contrário e vir pespegar com as prendas mesmo nas bochechas da pobre sandocha e engulipar-me a imperial.

Mesmo por causa disso é que vou acabar com a coisa. Agora só á noite. Bem podem ir lá de dia, de madrugada, de gatas ou de picareta. Só funciona mesmo de noite. Bem feita. Até nem tem desculpa para dizerem que estava lá o casalito a testar a longevidade da suspensão nova do corsa, a senhora a pensar como é que havia de fazer o troco ou o lobisomem á espera de vez. Como é de noite e sítio ermo, sempre podem esconder-se nas sombras e piar tipo pirilampo. Piu Piu.

Cache para fazer de noite. Boa desculpa para não ver a Quinta das celebridades agora que a Arlinda, mais o seu cristal, já saiu. Depois da Meia-noite, por volta das 3 da matina ou mesmo antes do sol nascer, estejam á vontade. Assim como assim a percentagem de pessoal que estava a dizer que fazia caches á noite esta a ficar assustadora. Só não quero ser acusado de andar a instigar as caçadas nocturnas…

Agora já podem sair de casa e dizer que vão ás caches sem que ninguém pense, “pois… e eu também…”

Só uma coisita. O sítio onde a cache está não é perigoso. Mas convêm que não vão sozinhos, que levem luz em quantidade e que não se aproximem da falésia. E que encontrem a cáxita!


8 de Agosto

Mas eu juro…

Um post recente deixou-me com ar de deja vu, (não comecem a mandar bocas que eu não sei muito bem o que é que quer dizer mas tem um ar sofisticado…).

Nunca sentiram aquele formigueiro no estômago depois de ir fazer uma cache e passado algum tempo o colega seguinte vem de lá com um NF?

Não só nas de cidade, ou nas mais expostas, mas em todas. Salvo algumas, é quase impossível assegurarmo-nos que ninguém está a micar o pessoal a andar por ali com ar aluado, as mãos cheias de aparelhómetros, a resmungar com as folhas de papel e passado um tempito aparecer assim com ar comprometido e afastar-se um pouco, sentar-se e milagrosamente aparecer um coiso para onde todos olham e onde todos remexem. Passados alguns minutos volta o ar comprometido, os olhares receosos, desaparecem durante uns segundos e saem todos dali barafustar que não prestou, muita boa ou a perguntar onde é a próxima.

Quem estiver de fora, olha para a cena com ar assustado, pensa as coisas mais inconcebíveis, imagina as coisa mais mirabolantes e, como não podia deixar de ser, vai lá logo a correr ver o que era que aqueles tipos andavam a fazer.

Até pode não encontrar, mas lá que o pessoal fica com fama de tarados é provável.

Já perceberam que o arzinho de foto daqui, mira dalém, espreita á volta dá nas vistas de uma maneira assustadora? Muito sinceramente acham que passam despercebidos, se alguém estivesse de armas e bagagens sentado num banquito num qualquer jardim ou recanto, entretido com os seus botões, (seus é uma força de expressão, claro…), e aparecesse um mangano de aprelhometro a mirar mesmo práquele lados e depois disfarçasse mal e porcamente, olhando de lado e com ar de enfado? E ficasse meia hora? Uma hora? Se fossem embora e voltassem 25 minutos depois? Ou tirassem fotos a todos os cácás, quéqués, kikis, cócós e cucus num raio de 45 cm do banco onde vocês pensavam que o por do sol era mais romântico? Estão-me a gozar…

Dão nas vistas, claro! Eu cá até acho que os taparueres têm um modo especial de stealth, activado por afastamento de impulsos. E não me venham para cá dizer que a stach note é eficaz. Até hoje só ouvi falar de um caso de mugleslog e por escuteiros, que como vocês sabem não partilham propriamente de todas as nossas características, mas estão furiosamente a conseguir a admissão de pleno direito na galáxia dos meio-chalados!

Por isso, caixinha encontrada é caixinha vandalizada, virada do avesso, classificada de bruxaria, dejecto, veneno, droga ou produto de algum assalto a velhota indefesa. Áhpoisnão!

Mas voltando ao caso vertente, (…hãmm…?), fico assim meio preocupado. Será que ninguém viu? Será que ainda lá está? Será que já foi? Será que ainda lá esta? E depois aparece um tipo a mandar a bomba! NF! E vão logo todos a seguir ver quem foi o ultimo… “áh, foi o fulano, (neste caso eu), então…”, ou então: “olha foi o XPTO, já é costume, desaparecem todas depois dele lá ir…”. Penso eu. Se calhar os pensamentos são um pouco mais coloridos e implicam questões de linhagem e aptidão para algumas funções.

Por isso não posso deixar de ficar mais aliviado quando é encontrada logo a seguir, e pensar cá para os meus botões: ok, já não tenho nada a ver com isso…  

Aqui para nós até acho que me preocupa mais do que tivesse perdido uma das minhas. Provavelmente olhava para o piqueno assim com ar superior, enfiava o meu ar de “Pode ser que um dia te lixes”, rezava-lhe um padre-nosso pela habilidade e sentenciava: “óh pá não te chateies, acontece a todos…”, acrescentando baixinho ”…os palermas”. Ou se não estivesse para grandes agressividades, simplesmente “raizosparta, que não tem cuidado nenhum!”

Mas no caso das caches dos outros não é possível sairmos airosamente da coisa. Nem pôr defeitos. Ele pode sempre ripostar: “se achavas que ias fazer me’tha tinhas desistido”. Lá por a conversa correr em telepatia nem por isso deixa de ser calorosa.

Confesso que não tenho solução. Entretanto vou utilizando uma mezinha milagrosa, não quero saber e tomos uns rénnies.

Fiquem bem e portem-se mal. Mas só nas caches dos outros, ouviram? 


11 de Agosto

Fui ontem fazer uma mão cheia de caches de manhã.

Não caches de manhã, mas caches, de manhã. Perceberam? Não? Ok…

Mas fui. Esta semana tem sido complicada e decidi atribuir a mim próprio um pequeno intervalo. Estas coisas de juntarem um dia 13 e uma sexta-feira são sempre ligeiramente claustrofobicas. Nem é preciso que coincidam.

Caches apropriadas, diria eu. Até no facto de o owner ter colocado os berlindes todos no mesmo cesto. Ainda me lembrei de despejar a coisa por ali abaixo e telefonar-lhe com ar infeliz a pedir-lhe instruções. Havia de ser bonito. Mas a Naima lá me convenceu, a troco de uma qualquer sugestão imperceptível, mas mesmo assim aceitável, a seguir caminho. Mas tinha sido interessante. Alguém quer pegar na deixa?

Mais á frente a sugestão era procurar prateleiras e diques… Praia, verão, dia de semana. Realmente só se viam prateleiras espalhadas pela praia a apanhar sol. Confesso que até me pareceu, dada a pequenez dos resguardos, ter vislumbrado um ou outro dique. Nem o facto de o nome da coisa não ser prateleira mas soleira invalidou a beleza dos achados. Eu que quando era puto fiquei vacinado contra sol e areia fiquei com a ideia de que teria poupado a vista, como dizia a minha avó, se tivesse frequentado mais a praia. Prateleira de todos os tamanhos e feitios, com mais ou menos arrumação, mais modernas ou mais clássicas. Áieu!

Antes tinha andado a vasculhar num parque. Lugar onde teria sido cometido um crime horrendo, ainda para mais motivado pelas mais singelas razões. Horários. Se ainda fosse a chegada intempestiva de um marido, ou a saída apressada de uma criada, vá que não vá. Mas não…

Lugar obscuro, tenebroso mesmo, onde pesados murmúrios faziam lembrar almas errantes pedindo auxilio. Alguém podia ser levado a crer que seria o alcatruz a gemer com a humidade, mas alcatruzes não falam! Eu cá acho que só podia ser o podre do defunto a gemer. Ou então entalado com alguma coisa mais sensível num contínuo torcer.

Consta que o episódio macabro com o guarda não foi a ultima ocorrência nesse dia, violências atrozes e espancamentos se abateram sobre os intervenientes. Conta uma versão mais conhecida que seria a forma de calar os mais faladores. O que é certo é que nunca mais se ouviram rumores ou se viu o guarda. Que segundo parece pede continuamente que lhe junte a alma, perdida no parque, ao corpo. Mas provavelmente a coisa será rápida. Tanta gente a murmurar baixinho, o que pareciam esconjuros ou rezas, em círculos de mãos dadas e em três tempos o pobre do guarda aparece. Nem que seja a refilar com os casalitos.

Por falar em refilar. Para quando a retoma ao clássico? Ao bom, velho e mais que provado método do taparuere? Provavelmente os mais novos nem sabem do que se trata e os mais velhos tem uma pálida ideia. Caixitas de plástico, com a tralha normal. Bloco baratucho, lápis do Ikea, prendas manhosas, textos que ninguém lê e saquelhos de sandoxa por dentro e do lixo por fora? Taparuere, meus senhores, taparuere! (palavra formada por “tapa” em honra da cidade mexicana de Tampa, e por “ru” do grego “deicham erth ad ozm eusp lás tic’s” conjugado com “ere” do chinês “oink hioha huhu” que quer dizer, “por trezentos mérreis querias o quê?”

Agora há de tudo, desde bocados velhos de madeira, caixitas de pílulas, a porcas ocas, (??porcazocas??Ehpá…)), a suspensórios velhos. Até nas prendas se sente a crise. Calculo quantas crianças já foram extorquidas dos seus brinquedos mais queridos para abastecer essas coisas. Quanta tristeza ai por esse país. Qual crise, qual Sorcartes qual carapuça. Geocaching! Mais vale mandarem a malta é procurar prateleiras, (não me consigo esquecer do mobiliário…). Só tinham que acrescentar lá nos ícones, um novo junto com aqueles dos automóveis, motas ou biclas. Sei lá… um que dissesse: “Retorno complicado.”

Eu acho que o Erik anda um bocado distraído.

Entretanto bom fim-de-semana. Fiquem bem, não se estraguem e divirtam-se. Sozinhos, aos pares, aos magotes ou como vos der mais jeito.


Back to Top

Home | Up | 2003 | 2004 | 2005 | 2006 | 2007 | 2008 | 2009

This site was last updated 23/04/09