| The sky is falling... Provavelmente todos os donos de LandRovers sabem desta cena, pelos menos os que tem Disco e Ranges já com alguns anitos. O forro do tejadilho tem tendência a descolar e a ficar bambo. A coisa não é muito grave, pois com a quantidade de coisos presos ao tecto, a desgraça não é muita, mas lá que fica uma nojice é um facto. O meu andava mesmo solto de todo e pior ainda, o anterior dono tinha tentado resolver a cena com agrafes. Soube que haveria alguns estofadores que conseguiam a troco de cento e tal euros repor a coisa mais ou menos decente, mas cento e tal euros são mesmo a quantidade ideia para eu comprar outra coisa qualquer e pouco para ir dar por um serviço que não ceve ser muito difícil. Vai dai resolvi inventar. A primeira etapa foi desmontar tudo o que era parafuso e plástico, lâmpada e bolsa, pinchavelho e bzidroglio. O resultado foi ficar com o jipe todo sujo com uma quantidade enorme de restos de esponja meio podre. O forro, é colado ou é constituído, por um tecido de nylon, normal e corriqueiro, colado com uma esponja que com o tempo vai-se deteriorando e fica tipo areia por ali colada, assim que se mexe solta-se e transforma-se em lixo. 
Estava eu a olhar desanimado para aquela porcaria, quando me apercebo que o tecido se cola a um forro amovível. Uma coisa tipo sanduíche de fibra de vidro e cartão, com cerca de meio centímetro de espessura. Normalmente esta presa á chapa com os parafusos dos pinchavelhos e nas ombreiras das portas e janelas e por alguns plásticos laterais. 
É possível retirar aquilo sem grandes dramas e tem a vantagem de o trabalho subsequente poder ser feito em condições mais vantajosas. A cena de tentar repor o tecido com aquilo colocado parecia-me um pouco difícil. Assim seria muito mais facilitada. Tanto mais que já tinha percebido que teria que limpar os resto de esponja moribunda e faze-lo dentro do carro não me ajudava á felicidade. 
Cá fora, limpar aquilo, com ajuda de uma escova de pelo duro, foi um bombom. Rápido e eficaz. 
Entretanto já tinha enfiado com o nylon para dentro da maquina de lavar e posto a coisa a funcionar, a maria tinha ido ás compras e quando viesse já era tarde. Lavou-se facilmente e ficou com aspecto novo. Uma observação mais cuidada, juntamente com alguns testes feitos com o tecido já lavado, levou-me a concluir que as minhas habilidades como estofador não eram suficientes, por alguma razão os "prós" pedem o pilim ao pessoal com todo o descaramento. Aquilo tem tudo o aspecto de que foi enformado em conjunto e que por isso tentar esticar tudo de maneira a acertar com os furos era uma tarefa inglória. Não que não fosse possível no centro, mas deixava-me algumas duvidas nas laterais. Arriscava-me a ficar com as barbatanas a envergonhar-me. 
Decidi abandonar a recolagem daquele tecido e abri a discussão a duas alternativas. A primeira era comprar um pedaço de tecido decente e cola-lo em substituição daquele, considerei um ás flores ou riscas de barraca de praia. A maria, que entretanto chegara sugeriu pintura. Concretamente, alvitrou a possibilidade de uma colagem amadora levar a que daqui a umas semanas, (o que ele confia nas minhas habilidades deixa-me orgulhoso), a coisa estivesse com ar de barraca de cigano. Convenceu-me. Lavei a coisa com agua, detergente e uma escova e deixei secar. Aproveitei para uma viagem rápida ao Aki e comprei uma lata de primário e três de uma cor parecido com o tecido dos bancos. Tudo em spray, o senhor Ozono anda em tratamentos e está melhor, graças a thews. 
O meu maior medo era que a flexibilidade do forro, aquilo é grande e mesmo depois de colocado é possível que me mexa, pelo menos entre as fixações, fizesse estalar a pintura, pelo que optei por uma cobertura muito light de molde a não estabelecer uma película extra, mas a ficar apenas impregnado no tecido e dar cor. Esta aplicação foi o que se revelou mais problemática porque é necessário encontrar o equilíbrio entre uma boa cobertura e uma espessura mínima. Se bem que nos passos intermédios o aspecto não fosse muito mau. O que se observava tinha um ar de mosqueado que podia muito bem passar por um efeito propositado. Finalmente, após as 3 latas de spray o resultado pode ser considerado bom, mesmo que um observação mais fina encontre sombras. A aplicação decorreu sem problemas, e a camada de tinta manteve-se intacta sem apresentar sinais de ter sido flexionada e forçada durante a fase da montagem. Uma melhoria absoluta em função do que estava antes. O trabalho foi, mais ou menos, de duas horas de desmontagem e montagem. Outro tanto de pintura nas varias etapas. Mais uma hora no processo de limpeza e lavagem do forro. Os custos, para alem da agua do detergente, de cozinha, e da escova que ficou inutilizada, incluiu as tintas, cerca de 35 Euros e um filete de cola. Provavelmente 1/5 do preço "profissional" e com a vantagem de não voltar a cair. Ficou bom. |