É abichanada? Já não me lembro bem de como foi a sequencia de acontecimentos que levaram a esta cache. Mas lembro-me de ter procurado saber o nome das operações matemáticas, (Matmáticas? Aritméticas, na melhor das hipóteses...), mas não ter conseguido. Cá para mim a cena tem nome, só que eu não sei mas gostaria de saber, por isso se alguém tem ideia de como a coisa se chama façam favor de me dizer. Portanto obrigar o pessoal a multiplicar e dividir gatinhas, para no fim chegarem a onde eu queria, foi um pormenor ligeiro. O nome teve a ver com uma qualquer discussão que corria na altura nos fóruns sobre a real abichanisse dos calções de Lycra tão do agrado dos nossos atletas. E como a coisa envolvia agua, melhor ainda. Contas maradas e locais apropriados. Simples. A primeira das versões teve como contentor um frasco de vidro, cerca de 1,5lts, com um peso de 2kg de chumbo no fundo devidamente acondicionado, cheio com a habitual cangalhada geocáchica. Um fio de algodão a prender o gargalo que era depois continuado por um de pesca, que flutuava num pedaço de cortiça, mergulhado num tanque de peixinhos na Quinta do Conventinho em Loures. 
Era preciso ir ao local, subir para a parede do tanque, ir ao cantinho indicado pelo GPS e pescar a cortiça, puxar pelo fio, tirar a coisa da agua, trocas, assinaturas e dar tudo como conseguido, devolvendo o frasco, mais ou menos na ordem inversa, ao local de origem. Provavelmente devia haver aqui uma qualquer dificuldade funcional porque passado pouco tempo o frasco pareceu partido. Provavelmente porque atirado do lado contrario do tanque para o local de repouso. Digo eu. 
A segunda edição foi realizada, na mesma configuração, com um frasco de plástico. Pensava eu que o plástico seria mais resistente a tratos de polé. Mesmo assim, e na eventualidade de alguma mais distraído não se aperceber que não era metálico e a distancia ser apreciável para o lançamento, pedia, encarecidamente que o tratassem bem. 
Mas não, devolveram-no partido. Que alguns companheiros tivessem dificuldade em perceber que era perfeitamente natural que as contas dessem sempre o mesmo resultado, até compreendo. Agora que também não tivessem percebido que atirar como coiso lá para o canto também dava, sempre, o mesmo resultado, é que me deixou um pouco triste. Demorei algum tempo a encontrar solução funcional para a falta de cuidado, até que das varias opções que considerei, (agradeçam á Virita, porque por mim tinha desistido á primeira), a mais versátil foi a de por um contrapeso exterior, um tijolo de passeio, com um frasco plástico estanque dependurado, tudo preso ao flutuador do costume. Mas não, quando foi tentar recolocar a coisa no local dei com ele vedado. O poço foi fechado com uma rede. Não era impossível de recolocar, mas, tal como me confirmaram depois, o local começou a ser muito utilizado para "natações" e na eventualidade de algum acidente provocar dores de cabeça á administração da quinta, decidiram assim e, portanto, nada feito. Acabou. Aos que tentaram e conseguiram, obrigado. Aos que tentaram e não conseguiram obrigada na mesma mas um pouco menos. PS: Aceito sugestões para um tamparuere "marítimo" |